A operação Xô, Zika, força tarefa que reúne técnicos da Defesa Civil estadual, bombeiros e profissionais de saúde do estado e de cinco municípios, completou um mês de atividades no dia 22/3. Nas primeiras quatro semanas de trabalho, um total de 59.530 imóveis foram percorridos por mais de 2.500 bombeiros, todos capacitados pela Secretaria de Estado de Saúde para a identificação de focos do mosquito Aedes aegypti e conscientização da população.

 

- Belford Roxo e São Gonçalo já receberam nossas visitas domiciliares, sempre realizadas de segunda a sábado. Nesta semana, avançamos para Duque de Caxias e, depois, seguiremos para Itaboraí e Itaguaí, onde encerraremos a operação no dia 14/5. Esses 5 municípios apresentam altas taxas de urbanização e concentram, juntos, mais de 2.750.000 pessoas. Ou seja, cerca de 17% da população fluminense - afirmou o Cel BM Paulo Renato Vaz, diretor geral do Departamento Geral de Defesa Civil (DGDEC) e coordenador da força tarefa estadual.

 

Segundo o Cel BM Marcelo Hess, superintendente operacional da SEDEC-RJ, uma das grandes novidades da operação Xô, Zika é a utilização do veículo aéreo não tripulado:


- O drone da Secretaria de Estado de Defesa Civil realiza sobrevoos precursores que orientam as incursões dos bombeiros e de toda a equipe de terra de forma precisa, cirúrgica. Ele filma e tira fotos de alta resolução identificando, em tempo real, focos de difícil localização e acesso. É a tecnologia contra o mosquito.

  

A estratégia para a escolha dos municípios foi baseada em critérios técnicos da secretaria estadual de Saúde, tais como o índice de infestação pelo Aedes aegypti e o número de agentes de endemia para cobertura das áreas urbanas. Os locais de visitação são estabelecidos pelas prefeituras e caso sejam localizados focos que não possam ser eliminados de forma mecânica, os agentes municipais que acompanham os bombeiros são acionados para a eliminação com larvicidas.